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Mundo

Temer exporta golpismo e não reconhece Venezuela no Mercosul

DO BAHIA TODO DIA 01/08/2016 | 18h23

Em carta enviada aos chanceleres de Uruguai, Paraguai e Argentina, nesta segunda (1º), o ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, diz que o Brasil não reconhece a Venezuela como presidente do Mercosul. "O Governo brasileiro entende que se encontra vaga a Presidência Pro Tempore do Mercosul, uma vez que não houve decisão consensual a respeito de seu exercício no período semestral subsequente", diz. 

Com isso, o Brasil exporta para a América do Sul o modelo que norteou o golpe que foi dado contra Dilma no Brasil: a falta de respeito a regras estabelecidas, as quais havia-se concordado anteriormente. Sim, porque a tal pedalada fiscal nunca tirou ninguém do poder, que o diga o superpedalador Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais, campeão nacional de pedaladas fiscais, nunca punido e hoje algoz de Dilma no Senado. 

Na sexta (29), o governo do Uruguai deixou a presidência do Mercosul e em condições normais o cargo deveria ser ocupado pela Venezuela, que cumprindo os dispositivos legais do bloco, assumiu a função. Porém, o governo golpista de Michel Temer entrou em cena para impedir que seja assim, acionando o outro governo golpista do bloco, o do Paraguai, onde Fernando Lugo foi deposto em ação semelhante à ocorrida no Brasil, bem como a Argentina, hoje um país lacaio dos interesses dos EUA na América do Sul.

O Brasil vai se notabilizando assim por aderir ao princípio da democracia conveniente, quando as regras vigentes e estabelecidas podem ser desrespeitadas segundo os interesses de quem tem mais poder em determinado momento. Piada internacional, o país, que até pouco atrás era uma estrela ascendente na geopolítica mundial, foi para o fim da fila.



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