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Brasil

Delação "metralhadora ponto 50" da Odebrecht vai abalar a política

DO BAHIA TODO DIA 17/06/2016 | 10h02

Diz um ditado popular que "quem tem c* tem medo". Em Brasília e pelo Brasil adentro, políticos de todas as matizes ideológicas devem estar se tremendo diante do que pode sair da delação em bloco de executivos da Odebrecht, a tal "metralhadora ponto 50 citada por José Sarney nas gravações de Sérgio Machado. O que se apurou até agora dos termos do acordo que vem sendo fechado pela empreiteira com a Força Tarefa da Lava Jato promete abalar o mundo da política.  

A delação que assombra o mundo político deve implicar vários partidos, como PMDB, PSDB, PT, PP, DEM e outros, 13 governadores (ou ex-governadores) e cerca de 100 parlamentares que teriam recebido recursos ilícitos, derivados do fechamento de contratos com a Petrobrás e outras estatais, sob a forma de doações. Algumas declaradas oficialmente, outras por debaixo do pano, o popular caixa dois. Na relação da denúncia estará, provavelmente, um aporte de R$ 50 milhões que a Odebrecht fez ao PMDB, de forma ilícita e que envolveu diretamente o então presidente do partido, o golpista Michel Temer. Envolveria ainda as outras principais lideranças da legenda. 

No mundo político comenta-se que se a Odebrecht delatasse toda a história de suas relações com o poder, iria para cadeia a memória de muitos militares e políticos considerados honrados, que já se foram. Desde a ditadura militar a empresa goza de enormes privilégios nas grandes obras públicas. Mas toda vez que foi investigada, como na CPI dos Anões do Orçamento, em 1993/1994, a empreiteira se saiu ilesa. 

Não é o que está acontecendo agora. E a ordem para soltar tudo o que tem e contra todos partiu do patriarca, Emílio Odebrecht, irritado com o PSDB e o DEM, que faturaram com a Lava Jato enquanto seu filho, Marcelo, estava preso. Essas legendas são velhas conhecidas da empreiteira. 



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