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Política

Perrellas, do helicoca, acusados por desvios de R$ 19 milhões

DO BAHIA TODO DIA 17/06/2016 | 09h49

Uma auditoria da CGE (Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais) apontou que contratos firmados entre duas estatais mineiras e parentes e um funcionário do senador Zezé Perrella (PTB-MG) causaram prejuízos de R$ 18,9 milhões aos cofres públicos entre 2007 e 2011, nos governos dos tucanos Aécio Neves e Antônio Anastasia. As fraudes foram no programa Minas Sem Fome, uma ação voltada a famílias de agricultores.

Segundo a denúncia, cerca de 2.400 toneladas de sementes de arroz, feijão, milho e sorgo foram pagas com dinheiro público, mas não foram entregues para os beneficiários do programa. Uma das empresa que teria recebido e  não cumprido o contrato é a Limeira Agropecuária, que pertence aos sócios Gustavo Perrella, Carolina Perrella e André Almeida Costa. Gustavo e Carolina são filhos do senador e André é filho de Geraldo, irmão de Perrella. O próprio senador foi sócio da Limeira até 2008.

Além de superfaturamento nos preços, os envolvidos são acusados de não entregarem as sementes compradas. Em muitos contratos não há sequer as notas fiscais de venda, além de uso de locais para armazenagem que não tinham capacidade para guardar a quantidade especificada. 

A família Perrella é a mesma envolvida no caso do helicoca, o helicóptero pertencente a eles, carregado com 450 kg de cocaína, encontrado numa fazenda deles, pilotado por um funcionário deles, mas cuja culpa eles não levaram. Entrou para o anedotário do comportamento inviezado da Polícia Federal - que resolveu o caso em 45 dias - e da justiça brasileira, nessa que foi a maior apreensão de drogas da história do país e cuja responsabilidade recaiu sobre quatro raias miúdas. 



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