Buscar: Newsletter:

Bahia

Gavião e entidades pedem apuração sobre violência da PM na Câmara

DO BAHIA TODO DIA 16/06/2016 | 08h03

A truculência de policiais militares contra estudantes e professores na Câmara de Vereadores, na terça (14), foi debatida com o governo estadual por lideranças estudantis, da juventude e dos professores. Um encontro reuniu nesta quarta (15) o líder juvenil Marcelo Gavião, representantes da APLB Sindicato, Abes, UEB e UJS com o  secretário de Relações Institucionais (Serin), Josias Gomes. 

De acordo com os estudantes, a situação foi ocasionada quando o presidente da Casa, vereador Paulo Câmara (PSDB), ordenou que a PM retirasse os manifestantes a qualquer custo do auditório. Foi a senha para a pancadaria começar.  “Soubemos que policiais teriam pressionado para que não fossem prestadas queixas. Como nenhum agredido concordou, PMs foram à delegacia e, absurdamente, deram queixa dos estudantes. Para se ter uma ideia, o presidente da Abes, Nadson Rodrigues, um dos mais machucados, só conseguiu fazer a ocorrência no HGE”, denunciou Gavião, que articulou a reunião na Serin.

Na reunião, Gavião, que já foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), pediu ao secretário que o governo estadual tomasse providências. “Vamos apurar os fatos junto ao comando da PM para corrigir e coibir esse tipo de atitude”, afirmou Josias Gomes, encaminhando as entidades para tratar o assunto também com a Secretaria de Segurança Pública.

Presidenta da UEB (União dos Estudantes da Bahia), Nágila Maria ressaltou o absurdo nos tempos atuais. “Ali é a chamada Casa do Povo e não pode tratar assim quem vai lá apenas para discordar de algo que considera ruim para a sociedade. Lutamos por um Plano de Educação que contemple as necessidades reais dos estudantes de Salvador”, defendeu.

Para o presidente da Abes (Associação Baiana dos Estudantes Secundaristas), Nadson Rodrigues, o ato dos policiais é preocupante. “A Casa do Povo virou a Casa do Horror. Nunca vimos isso em manifestações estudantis. Esperamos que o governo estadual exija uma posição da Polícia Militar”, ponderou.

A dirigente municipal da APLB, Elza Melo, lamentou a postura violenta dos policiais. “Foram cenas lamentáveis. Estavam ali professores e estudantes querendo apenas a suspensão da votação do PME, pois do jeito que foi elaborado pela Secretaria Municipal não vai melhorar a educação em Salvador”, declarou.

Participaram ainda do encontro a dirigente da APLB, Ércia Azevedo, e Onã Rudá, dirigente da UJS.



Bahiatododia - o site da notícia - © Copyright 2011 a 2016 | Todos os direitos reservados.