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Brasil

Pasme-se, deputada do PSDB indica dono da Cacau Show para diplomata

 DO BAHIA TODO DIA 15/06/2016 | 12h21

A votação da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara, em 17 de abril, já havia mostrado ao Brasil como descemos ao nível mais baixo em termos de representação política. De lá para cá, homens que foram lembrados por deputados e deputados como exemplos de pessoas sérias e ilibadas, em contraponto a Dilma, já se encontram atrás das grades.

É o caso do marido da deputada Raquel Muniz (PSD-MG), preso no dia 18 de abril pela Polícia Federal, um dia após sua mulher discursar: “Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-251. É para dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão“. O prefeito de Montes, Rui Muniz, marido da nobre, continua preso. 

Também é o caso do pai do deputado Caio Nárcio (PSDB-MG). No dia do impeachment, ele declarou: "Por um Brasil aonde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não eram possibilidade, eram obrigação". Em 30 de maio, o genitor que lhe ensinou descência, Nárcio Rodrigues, ex-secretário do governo de Antonio Anastasia (relator do impeachment no Senado) em Minas, foi preso por desvios entre 2012 e 2014, quando era secretário de Ciência e Tecnologia do estado. Continua atrás das grades. 

Mas quem pensa que o nível de rasteiragem dos impitimeiros terminou, eis que surge a deputada Geovânia de Sá (PSDB-SC), para mostrar que não tem condição sequer de ser vereadora, quanto mais de estar na Câmara Federal. Em um transe, ela indicou Maurício Studt, dono da Cacau Show Criciúma, para ocupar o nível inicial da carreira de diplomata.

O pedido foi feito de forma oficial, via ofício do Gabinte (veja imagem), ao ministro das Relações Exteriores, José Serra. O desconhecimento demonstrado em não saber que os cargos iniciais da carreira diplomática só são acessíveis por concurso e cursos mais que rigorosos, é apenas uma faceta de sua hipocrisia. Em 17 de abril, ela largou no plenário da Câmara: “Pela minha cidade, Criciúma, por Santa Catarina e pela libertação do povo brasileiro, eu voto sim”. 

No país Cacau-Show, só resta dizer, triste Brasil. 



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