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Brasil

“Bobinho”, procurador da Lava Jato cai na real e aponta pressão

DO BAHIA TODO DIA 13/06/2016 | 14h06

Fossem todos os brasileiros os idiotas que formam a cabeça pelo que ouve na Globo ou lê na Veja, o Procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato, em Curitiba, poderia ser tratado apenas como um bobinho, que achou que a queda de Dilma era a redenção do Brasil contra a corrupção. Mas há quem não seja um midiota e compreenda muito bem que assim como Dellagnol não é bobo, sua cruzada - e de seus amigos da Polícia Federal do Paraná, juntamente com o juiz tucano Sérgio Moro - contra o PT não tinham fins meramente jurídicos é éticos. 

O Procurador, disse neste final de semana, que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, mostram claramente uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse.

Em algum momento pode até ser que Dallagnol e outros procuradores tiveram intenção de fazer da Lava Jato uma Operação de combate à corrupção. Mas a partir do segundo semestre de 2014, as ações midiáticas da “República de Curitiba” mostraram claramente as intenções políticas por trás das apreensões, conduções coercitivas, indiciamentos, prisões e condenações. Não à toa, quatro delegados da Polícia Federal, que compunham a Força Tarefa, em Curitiba, usaram as redes sociais para pedir votos ao candidato tucano Aécio Neves. 

Agora que Dilma, contra quem a Lava Jato nunca apontou um malfeito, foi tirada do Palácio do Planalto, Dellagnol e cia sentem a pressão para que a Operação se encerre, sem atingir os verdadeiros corruptos e os grandes tubarões, que desviaram muito mais do que Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco. “Quem conspira contra ela (Lava Jato) são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”, afirmou o Procurador. 

Talvez o Procurador esteja mesmo preocupado não com o fim da Lava Jato, que já causou o prejuízo esperado no PT e no mandato de Dilma. Dellagnol pode estar sentindo o mesmo que a “doutora” Janaína Pascoal. Com o pé na realidade, são agora vítimas do esquecimento e do desprezo da mídia e daqueles a quem verdadeiramente serviram na sua ânsia de pegar os petistas. A elite brasileira se serve de cordeirinhos, como parte da turma de Curitiba, até o dia em que eles já não lhe servem aos objetivos. E, para estes poderosos, os membros da Lava Jato já cumpriram seu papel e já podem ir para casa curtir dias de ilustres anônimos (in)úteis. 






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