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Política

Cerveró diz que maior propina na Petrobras foi no governo FHC

DO BAHIA TODO DIA 06/06/2016 | 09h00

Em sua delação premiada aos procuradores da Lava Jato, o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, disse que o esquema institucionalizado de propina na estatal começou no governo FHC e que somente com a compra da petrolífera Pérez Companc, na Argentina, em 2002, os tucanos receberam US$ 100 milhões, algo em torno de R$ 354 milhões pelo câmbio atual. 

Cerveró, que assumiu funções de mando na Petrobras desde 1999, portanto, durante quase três anos da gestão tucana, disse que essa foi a maior propina paga na empresa que ele tem conhecimento. Neste período, ele era subordinado do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) na diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

O ex-diretor da Petrobras revelou ainda que a presidência da Petrobras, durante o governo FHC, lhe orientou que fechasse contrato com uma empresa ligada ao filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso. Segundo ele, o caso ocorreu entre os anos de 1999 e 2000. Cerveró ainda classificou ainda a Braskem, principal petroquímica brasileira criada em 2002 por uma sociedade entre a empreiteira e a estatal, como “um escândalo”.



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