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Brasil

De tanto buscar uma mulher para o governo, golpista achou uma corrupta

DO BAHIA TODO DIA 03/06/2016 | 07h42

No romance "O Menino do Dedo Verde", Maurice Druon narra a bela história do garoto que fazia nascer árvores, plantas e alegrias em tudo em que tocava. No governo do golpista Michel Temer, o Brasil tem assistido à narrativa do usurpador da cadeira presidencial cujo dedo só escolhe corrupto para os cargos ministeriais. A mais nova integrante do grupo que gosta de desviar dinheiro público está a futura secretária de Mulheres, Fátima Pelaes. 

Ex-deputada federal do PMDB do Amapá, Pelaes é apontada em investigação do Ministério Público Federal como integrante de uma "articulação criminosa" para desviar R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares. O esquema desmantelado pela Operação Voucher, de 2011, consistia em repassar a uma ONG fantasma dinheiro do Ministério do Turismo. 

Segundo a investigação, Pelaes indicou a Ibrasi para receber R$ 4 milhões de suas emendas para promover o turismo no Amapá. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), a futura secretária de Mulheres do governo golpista escolhia as pessoas que ministrariam os cursos oferecidos no âmbito do convênio firmado entre a ONG fantasma e o Ministério do Turismo. Os procuradores dizem que o serviço não foi executado.

"Tais pessoas teriam sido selecionadas para que, caso fosse apurada a não realização dos cursos, pudessem falsamente testemunhar afirmando terem efetivamente trabalhado", ressalta a PGR. Os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fátima Pelaes foram quebrados e o processo está hoje na Justiça do Amapá, uma vez que ela perdeu o mandato de deputada em 2014 e portanto, o foro privilegiado. 



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