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Brasil

Meios de comunicação e grande capital tentam salvar o golpe

DO BAHIA TODO DIA 30/05/2016 | 20h00

A segunda (30) foi cheia de indicações de que acendeu a luz vermelha na Casa Grande. Manifestações de dois importantes atores do golpe contra Dilma - os meios de comunicação e o grande capital - são um forte sinal de que os golpistas estão preocupados com os vacilos que vêm sendo cometidos pelos demais membros do consórcio anti-democrático. Basta lembrar, em 17 dias, dois ministros já caíram. 

A Rede Globo, grande acionista do golpe, iniciou a semana exigindo, em editorial no seu jornal, a demissão do ministro Fabiano Silveira, da Transparência, gravado por Sérgio Machado ensinando como abafar a Lava Jato. A Folha de São Paulo, outra que também tem muitas cotas no consórcio golpista, também em editorial nesta segunda, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) manere um pouco em sua postura, para não chamar muito a atenção, pois está pegando mal. O jornal paulista se referiu especialmente a Gilmar Mendes, que mandou arquivar dois pedidos de investigação contra Aécio Neves. 

No final de semana, em ato de total destempero, o Estadão já havia rasgado a máscara para atacar de forma raivosa o encontro de blogueiros ocorrido em Belo Horizonte. Foi um evento gigante, que assustou os donos da mídia safada, a ponto da famiglia Mesquita reservar um espaço privilegiado em seu asqueroso jornal para se referir à reunião. Com certeza, o medo é grande da reação na internet que os sites e blogs independentes estão promovendo contra mais um golpe do qual este veículo paulista participou. 

Um outro ator que acusou o momento difícil do governo golpista foi o grande capital, que se pronunciou através de um de seus principais representantes, Roberto Setúbal, dono do Itaú. O banco indicou seu ex-economista chefe, Ilan Goldfajn, para a presidência do Banco Central da gestão de exceção. O banqueiro fez vídeo-palestra aos presentes na reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), que aconteceu no Rio de Janeiro, nesta segunda. Sua fala foi uma tentativa de legitimar o conspirador Michel Temer. 

Segundo o dono do Itaú, a mudança de governo aconteceu "de forma organizada, ordenada, de acordo com o que está previsto na Constituição" e o afastamento da presidente Dilma e a sua consequente substituição por Temer "renovam as esperanças" em relação à retomada do crescimento econômico. Para ele, o golpe contra Dilma foi apenas "seguir a Constituição". "Nossas esperanças se renovam. O Brasil abre perspectivas positivas, uma relação maior de possibilidades de retomada do crescimento econômico", completou.



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