Buscar: Newsletter:

Comunicação

Jornais estrangeiros denunciam o que a mídia brasileira apoia

DO BAHIA TODO DIA | 15/04/2016 | 20h22

Enquanto aqui os veículos de comunicação cumprem um vergonhoso papel de um fazerem parte do QG do golpe contra a presidenta Dilma, está cabendo à mídia internacional a denuncia da quebra da institucionalidade democrática no  Brasil. 

E mais, está cabendo aos jornais de outros países denunciar que bandidos que são réus na Justiça estão prestes a assumir a República, derrubando uma presidente contra a qual não há uma única denúncia comprovada de corrupção ou malfeitos. 

Nesta sexta (15), o The New York Times, maior jornal do mundo, The New York Times, publicou reportagem com chamada de capa que destaca como é absurdo esse processo de impeachment. "Um processo conduzido por parlamentares corruptos, dominado por abusos aos direitos humanos, contra uma presidente que não é alvo de investigação alguma.", diz o veículo. 

A matéria, assinada por Simon Romero e Vinod Sreeharsha, cita o próprio vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que assumirá o lugar de Dilma caso o processo seja aprovado no Congresso Nacional, como possível envolvido no esquema de corrupção da Operação Lava Jato. Outros que recebem destaque, com direito a foto-legenda, são o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado como réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter recebido 40 milhões de dólares em propina. Além do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), outro defensor do impeachment, alvo de processos nos Estados Unidos por ter desviado mais de 11,6 milhões de dólares.

Já o El País, maior jornal da Espanha, em matéria de Flávia Marreiro, ressalta que a oposição precisou se aliar a Eduardo Cunha (PMDB) para conseguir avançar na tentativa de destituição da presidente Dilma Rousseff. Ela pontua, porém, que é "vergonhoso" que as principais alianças da oposição tenham aceitado este acordo com Cunha, mesmo tendo ele uma ficha corrida que estarrece o país.

"Com a pouca qualidade da oposição, que nem na maior recessão em décadas conseguiu capitalizar apoio próprio relevante, seria impossível imaginar um trâmite tão célere e preciso do impeachment sem o maestro Eduardo Cunha. Réu na Lava Jato, com milhões não declarados na Suíça e gastos de sultão, está na posição central da legislação brasileira para por um mandatário nas cordas: a presidência da Câmara", disse Marreiro. E continua: "A imprensa estrangeira e parte da nacional se estarrece na hora de descrever a ficha corrida dele e dos aliados que comandarão o Big Brother da destituição até domingo na Câmara."

Confira aqui a matéria do The New York Times, em inglês. E aqui a matéria de Marreiro no El país. 



Bahiatododia - o site da notícia - © Copyright 2011 a 2016 | Todos os direitos reservados.