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Comunicação

Opção pelo lixo jornalístico coloca Abril em modo agonia

DO BAHIA TODO DIA | 05/04/2016 | 08h23

 A editora Abril fez uma opção de risco quando optou por ser a protagonista do "lixo jornalístico" que ocupa hoje as páginas e linhas dos principais veículos de comunicação. A aposta deu o resultado que todos vemos hoje, publicações completamente partidarizadas em processo contínuo de agonia. 

Em fevereiro, a Editora Abril demitiu o diretor da Veja, Eurípides Alcântara. Em sua corrida insana para  derrubar o governo Dilma, os donos da empresa acharam que o jornalista não estava cumprindo seu papel a contento, com  o altíssimo salário que ganhava. Colocou em seu lugar André Petry, que manteve, com salário bem menor, a publicação na linha do jornalismo mais adequado a estar num vaso sanitário.

Na semana passada foi a vez da editora promover nova dispensa em seu núcleo duro. Simplesmente mandou para casa o presidente da empresa, Alexandrer Caldini. O cargo será simplesmente extinto, com as funções acumuladas pelas diretorias Editorial e de Operações. Para o presidente executivo do grupo, Walter Longo, a medida vai refletir em agilidade nos trabalhos. “Mudamos a estrutura da Editora com o objetivo de ganhar agilidade, simplificar processos e ter mais foco nos resultados. A mudança visa também uma maior integração entre as várias empresas e unidades do Grupo Abril”, disse. 

Balela. A Abril está desesperada. Sua opção editorial vem matando seus dois principais produtos. A Exame é oposição à política econômica e perde leitores e assinaturas. A Veja é um dos players do golpe parlamentar-midiático e dá cada dia mais prejuízo ao grupo. Infestada de  de discípulos de Olavo de Carvalho, exercita uma visão de mundo ultraconservadora, de direita, homofóbica, racista e preconceituosa. O prédio da Marginal Pinheiros, que ocupava duas Torres, uma já  foi devolvida e andares inteiros da segunda já estão desativados. 

A Editora Abril precisa desesperadamente derrubar Dilma e ter em seu lugar um presidente domesticado, que possa lhe abrir acesso a crédito fácil nos bancos públicos. Essa é a única maneira empresa sair do buraco em que está. Com o atual governo sobrevivendo até 2018 e com Lula podendo retornar, a dona de Veja e Exame está condenada à morte. 



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