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Criança

Hilton acusa PMS de não repassar recursos para abrigo de crianças

DO BAHIA TODO DIA 07/05/2014 | 09h05

 

De acordo com o veador Hilton Coelho (PSOL), que é presidente da Comissão Especial da Defesa da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal, o prefeito ACM Neto ACM Neto cortou recursos para abrigar crianças vítimas de violência.

“Salvador é uma cidade perversa para as crianças e adolescentes e diante desta constatação. O maior abrigo para crianças e adolescentes da cidade, o Lar Pérolas de Cristo, enfrenta séria crise e o risco de fechar em razão da falta de apoio da Prefeitura de Salvador”, acusa o edil. 

Segundo o vereador, seus assessores entraram em contato com a administração do abrigo constataram a gravidade da situação. “Devido aos constantes atrasos, a situação financeira do Lar Pérolas de Cristo está insustentável. Deveria receber quatro parcelas de R$ 55.860,00 referentes aos repasses dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril somados a mais os valores de R$ 57.000,00 relativos à  diferença do recurso federal do ano de 2013 retido pelo município. Ora, a instituição não tem fim lucrativo e não tem recursos para arcar com um déficit desta proporção comprometendo deste modo o seu funcionamento”, denunciou. 

Hilton ainda questiona a prefeitura sobre o repasse da verba federal para o acolhimento. “Desde 2013, o governo federal repassa R$ 240,68 para a prefeitura por acolhimento. Essa, por sua vez, repassa apenas R$ 187,65 para as instituições de abrigo. Onde foi parar essa diferença? Será que até mesmo recursos das crianças e adolescentes estão sendo utilizados para a prefeitura aumentar sua arrecadação?”, cobra.

A instituição já acionou a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público da Bahia para que algo seja efeito em situação emergencial. O Lar Pérolas de Cristo abriga cerca de 120 crianças e adolescentes vítimas de violências de todos os tipos e que não possuem laços familiares. 

Em contato com a instituição, o BTD foi informado de que a administração do local já está comprometida. Segundo funcionário até mesmo o a gás de cozinha, alimentos e produtos básicos estão sendo solicitados a parceiros e vizinhos. Os salário de 30 funcionários estão atrasados e as contribuições previdenciárias não foram recolhidas.

 

 



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